João Carlos Assis Brasil lança álbum com clássicos na Sala Cecília Meireles

Comemorando seus 60 anos de carreira e lançando o selo da Gravadora Villa-Lobos, o pianista João Carlos Assis Brasil lança seu mais novo disco: João Carlos Assis Brasil Clássico, relembrando sua formação inicial de pianista clássico e revisitando composições de nomes imortais do cenário da música de concerto.

Este disco é uma busca de toda sonoridade que o piano pode nos oferecer, através de peças clássicas de compositores como Chopin, Debussy, Satie e tantos outros.(João Carlos Assis Brasil).

A divulgação do álbum é acompanhada de uma série de apresentações, com destaque para o concerto gratuito no Museu Sacro Franciscano, no dia 01 de agosto, às 12h, e o show completo na Sala Cecília Meireles, no dia 21 de agosto, às 20h, com ingressos a preços populares.

O álbum foi todo gravado no piano Steinway & Sons do Auditório Guerra-Peixe da Escola de Música Vílla-Lobos, e teve a direção musical do próprio João Carlos Assis Brasil, produção musical de Cristiano Simões, e gravação, mixagem e masterização de Sérgio Manso.

SERVIÇO:

01 de agosto de 2019 – 12h
Museu Sacro Franciscano (Rua da Carioca, 5 – Centro, Rio de Janeiro)

Entrada franca

 

21 de agosto de 2019 – 20h

Sala Cecília Meireles (Rua da Lapa, 47 – Centro, Rio de Janeiro)

Ingressos a partir de R$ 10,00

 

Currículo de João Carlos Assis Brasil

João Carlos Miranda de Assis Brasil, mais conhecido como João Carlos Assis Brasil, nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 28 de agosto de 1945. Aos 4 anos de idade inicia sua formação musical no Conservatório Brasileiro de Música, em sua cidade natal, onde estudou piano, harmonia e teoria musical. Aos 7 anos de idade, recebe o 1º Prêmio do Conservatório e aos 14 anos começa a atuar profissionalmente. Em 1960, no intuito de aprimorar seus talentos e técnica, inicia estudos com o concertista Jacques Klein, que lhe rendem em 1962, o 1° lugar no Concurso Nacional de Piano da Bahia. Em 1964, muda-se para Paris e torna-se aluno de Pierre Sancan. O resultado vem em 1965, fica em 3º lugar no Concurso Internacional Beethoven, em Viena, Áustria, onde decide ficar e aprimorar seus estudos com Richard Hauser e Dieter Weber e atua como solista na Orquestra Filarmônica de Viena tocando a 3° concerto para piano e orquestra de Beethoven. Na década de 70 divide sua vida entre Brasil e Europa.

Em abril de 1981, um acontecimento familiar, a morte de seu irmão gêmeo, Victor Assis Brasil, até hoje considerado um dos maiores saxofonistas do Brasil, muda a forma como João Carlos Assis Brasil passa a tocar, agora além de um pianista clássico, um novo desafio se apresenta, tornar-se um pianista popular. No mesmo ano convida Zeca Assumpção (baixo) e Cláudio Caribé (bateria), e surge o João Carlos Assis Brasil Trio, que mais tarde conta com a participação de David Chew (violoncelo) e Idriss Boudrioua (sax). Apresenta-se, com o grupo, em vários concertos, prestando uma homenagem ao seu irmão, montando arranjos de várias partituras inéditas que ele achou numa mala no quarto do seu irmão. O sucesso foi tão grande que deste trabalho surge o disco Self-portrait.

Nesse mesmo período, assume a função de professor do Conservatório Brasileiro de Música e, durante cinco anos, como professor e diretor da Faculdade de Música da Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro.

A partir de 1982, desenvolve com a pianista Clara Sverner um trabalho que resulta na gravação do disco “Clara Sverner e João Carlos Assis Brasil: Satie-Joplin”, considerado um dos 10 melhores do ano. Em 1985, também com a pinista “Clara Sverner lançam o espetáculo: Gershwin-Fauré”.

Atuou em concertos com a Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal, com a Orquestra Sinfônica Brasileira, com a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e com a Orquestra Sinfônica de São Paulo, sob a regência de Eleazar de Carvalho e John Neschling, entre outros maestros. Além disso, foi convidado a acompanhar vários artistas, como Maria Bethânia, Zizi Possi, Alaíde Costa e Olívia Byington, entre outros, destacando-se por sua atuação, em 1987, no show “Pescador de pérolas”, de Ney Matogrosso. O sucesso do “Pescador de Pérolas” foi tão grande, que em 1988, grava, com Ney Matogrosso e Wagner Tiso, e participação de Jaques Morelenbaum e Jurim Moreira, o disco “A Floresta Amazônica – Villa-Lobos”. Lança ainda dois discos sobre Villa-Lobos, o primeiro com a cantora Leila Guimarães, executando a Bachiana nº 5, e o segundo realizando a primeira gravação do 3º movimento da Bachiana nº 2, além das cirandas.

No ano 2000, faz com Cláudia Netto e Claudio Botelho o show “American concert”, interpretando clássicos de George & Ira Gershwin, Irving Berling, Cole Porter e Rodgers & Hart, entre outros. Em 2005, apresenta-se, ao lado de Claudia Lira, no show “Chão de Estrelas – Uma homenagem à Era do Rádio”.

Em 2010, assina a trilha sonora do espetáculo “Nise da Silveira – Senhora das Imagens”, com dramaturgia e direção de Daniel Lobo, trabalho pelo qual recebe o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro 2012.

Em 2016, coloca para si mesmo um novo desafio: Cantar. Com a maestria do pianista, principiou com um repertorio de standards de jazz e expandiu para releitura de lieds do repertorio romântico clássico e outras aventuras, que resultou no em shows e o  CD, “Nunca é tarde”.

Em 2019, para comemorar seus 60 anos de carreira, João Carlos Assis Brasil, volta as origens e grava seu mais novo CD, com lançamento em agosto, o disco: João Carlos Assis Brasil – Clássico. Este último vem a somar a uma discografia que conta com discos como: Jazz Brasil (1986); Villa-Lobos por João Carlos Assis Brasil (2002); Cenas Musicais (2003); Todos os Pianos (2003); Villa-Lobos – Bachianas n°4 e Cirandas (2003) entres outros.