DIRETOR CARLOS BELÉM PARTICIPA, NA RÁDIO MEC, DE ESPECIAL SOBRE 130 ANOS DE VILLA-LOBOS

Dia 05 de março é comemorado o Dia Nacional da Música Clássica. A data ocorre em função do nascimento do maestro Heitor Villa-Lobos. Em comemoração a esta importante efeméride que completa 130 anos do maior nome da música clássica brasileira, o diretor da Escola de Música Villa-Lobos, Carlos Belém, foi convidado para uma entrevista na Rádio MEC FM na tarde do último domingo, acompanhado de importantes nomes da música brasileira contemporânea.

O diretor falou sobre a história da Escola de Música Villa-Lobos e apresentou os números de seu corpo discente e da expansão dos Polos Avançados. Também foram convidados o trompista, professor e pesquisador Antonio Augusto, a professora e musicóloga Ermelinda Paz, o multinstrumentista, pesquisador e professor Nícolas de Souza Barros, e o clarinetista da Orquestra Sinfônica Brasileira, Thiago Tavares.

O encontro contou com apreciações de obras do maestro, como “Choro Nº 10” ou “Rasga Coração” e “Tristorosa”, composta sob o pseudônimo Epaminondas Villalba Filho e executada por Nícolas de Souza Barros.

Uma escola popular de música

Carlos Belém enfatizou a importância da Escola de Música Villa-Lobos e o significado da missão na educação musical da população, assim como o próprio Heitor Villa-Lobos militava enquanto vivo. Os cursos gratuitos e as taxas simbólicas do Curso Básico justificam os números de 2.172 alunos na Sede, situada na Rua Ramalho Ortigão, Centro, e 1.148 alunos espalhados pelos Polos Avançados.

– Não é uma escola de música popular, mas uma escola popular de música. Segue este conceito do ensino popular de massa e da vocação de possibilitar o acesso a quem não teria condições em escolas particulares. Ela [Escola de Música Villa-Lobos] nasceu assim. E este nome remete a uma escola popular de música, na acessibilidade, na formação de plateia, e obviamente, na preparação de muitos profissionais – explicou o diretor, que contou também que a instituição, antiga Escola Popular de Educação Musical (EPEMA), ganhou o nome de Villa-Lobos em 1975, sob a gestão do compositor e maestro Aylton Escobar.

“Quer saber de música? Estude na Villa-Lobos!”

A conversa também passou pelos cursos da Escola de Música Villa-Lobos. O diretor Carlos Belém explicou sobre os três principais, Curso Formação Musical, para gratuito, para crianças de 8 a 12 anos, Curso Técnico, gratuito e profissionalizante de nível médio, e Curso Básico, que possui a maior quantidade de alunos por não exigir conhecimentos musicais.

– Onde eu ando, esbarro com muitos alunos e ex-alunos do Curso Básico, é o curso mais acessível porque não requer conhecimentos prévios. Há uma taxa semestral simbólica gerida pela associação (Associação dos Músicos, Professores e Amigos da Escola de Música Villa-Lobos, AMAVILLA) – disse o diretor da escola, corroborado pelo apresentador do programa, que confirmou que a dica que mais se ouve para quem deseja saber mais sobre música é estudar na Escola de Música Villa-Lobos.

Questionado sobre o Curso Técnico pelos demais participantes, Belém explicou seu funcionamento e principais objetivos. Com uma grade curricular de 800 horas, equivalente a três anos, o curso é certificado pelo Ministério da Educação e proporciona formação profissional técnica de nível médio. O diretor disse ainda que o Curso Técnico é voltado para a empregabilidade do músico que se forma, além da sua preparação para cursos de graduação.

– A intenção é ligar o Curso Técnico a capacitação profissional, como [a formação de] técnicos de gravação, acompanhadores, por exemplo, pianistas para apresentações de balé, editoração de partituras – explicou, sob o assentimento dos demais – Creio que os cursos técnicos devem suprir uma lacuna mais ligada ao mercado, enquanto que os bacharelados estão voltados para pesquisa e outras formas de capacitação – completou.

Nas palavras finais, Carlos Belém disse ser otimista em relação ao futuro e destaca o quão gratificante é proporcionar para crianças, jovens e adultos a aproximação com a música instrumental e de concerto, seja enquanto músico ou enquanto plateia.

– Se tivesse que escolher um item para agradecer a Heitor Villa-Lobos, é o quanto ele fez com que a música seja respeitada pelas gerações posteriores, é uma gratidão que tenho a ele, é o que eu penso diariamente dirigindo a escola com a responsabilidade de atender ao interesse publico, de fazer parcerias, como a que fizemos com o Festival Villa-Lobos pela primeira vez, e com o Instituto Villa-Lobos, que se reuniu conosco para traçar ações conjuntas – disse o diretor – Diferentes instituições de ensino, as que levam o nome do maestro, temos que nos encontrar mais, porque sempre saímos com uma sensação maior após estes encontros.